Sol Flamejante do Sertão

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Avenida da Saudade
Em uma madrugada recheada de saudades,
sonhei que passeava pela Avenida São João.
Ao despertar, fiquei pensando naquele sonho,
que só trouxe ainda mais lembranças ao meu coração.

Lembrei de você.
Levantei e fui à avenida para tentar te encontrar,
na esperança de aliviar a saudade que insiste em ficar.
Mas não te encontrei.

Segui então para o dance da Avenida Ipiranga.
Lá não encontrei ninguém,
apenas um estacionamento vazio.
As músicas haviam emudecido,
as garotas do salão desapareceram,
e a saudade começou a crescer ainda mais.

Só me restou voltar para casa chorando,
sob as luzes da cidade que iluminavam minha solidão.
A saudade resistia em permanecer dentro de mim,
como uma chama que se recusa a apagar.

Deitei novamente.
Revirava-me na cama sem encontrar descanso.
O sono não vinha,
e as lágrimas molhavam meu rosto envelhecido pela saudade.

Quando finalmente adormeci, voltei a sonhar.
Levantei e fui vagar pelas ruas da desilusão.
Caminhei pela Avenida Ipiranga,
acompanhado apenas da noite e da lembrança de você.

Ó noite cheia de desilusão,
vem preencher o vazio do meu coração.
Traz de volta o sorriso que perdi,
ou leva contigo essa saudade que escolheu morar em mim.

POEMA: ANTONIO LAURENTINO SOBRINHO
Antonio Laurentino Sobrinho
Enviado por Antonio Laurentino Sobrinho em 16/06/2026
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